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segunda-feira, 24 de março de 2014

As posturas crônicas

Fique atento aos problemas que a postura crônica ou prolongada pode trazer à sua ave A postura crônica ou prolongada ocorre quando fêmeas sexualmente maturas fazem posturas sequências com intervalo entre posturas muitos próximas , ou seja botam certo número de ovos nem bem começam a chocar e fazem nova postura.
As posturas crônicas não são tão comuns em aves silvestres, mas muitos de nós já possuímos aves que criaram de modo normal e agora desenvolveram o hábito de postura sequenciais.
Não chocam como antes, abandonam o ninho e logo em seguida fazem nova postura e assim sucessivamente. A causa do problema está relacionada a alteração hormonais destas fêmeas, pois a postura é determinada por um equilíbrio muito mais delicado de hormônios de ações sexuais (hipófise) e hipitalâmicos. O estímulo de crescimento de folículos se dá pela ação de um hormônio chamado de hormônio folículo estimulante (FSH) sobre o ovário , fazendo com que estes se desenvolvam.
Após o seu pleno desenvolvimento, o folículo sofre a ação de outro hormônio associado ao FSH ,o hormônio luteinizante (LH) e assim promovem a sua liberação ou ovulação no trato genital da fêmea , onde desenvolve até a formação cople do ovo , sendo então posto. Devemos lembrar que a maioria das fêmeas possui somente o ovário esquerdo, sendo o direito ausente ou desprovido de evolução. A maturação do ovário se inicia através de um processo que chamamos de fotoperiodismo positivo, que nada mais é do que a sensibilização do organismo quando gradativamente ocorre o aumento de período de liz por dia , o que acontece com a primavera . Com os dias se tornando mais longos (Fotopediodismo positivo ) ocorre a estimulação luminosa do organismo da ave por sensibilização do nervo óptico que envia mensagem à pineal (hipófise) , fazendo com que o processo sexual "estimula tório" se inicie.
A hipófise ativa o hipotálamo que coemã a produzir fatores de liberação de gonadotrofinas (GnRH) , que atua novamente na hipófise fazendo com que ocorra a produção de hormônios que atuam na maturação dos folículos do ovário , até a sua liberação e formação do ovo. 
O equilíbrio destes hormônios é muitos delicado, sendo que quando um deles se eleva muito no organismo, automaticamente há um estímulo negativo para que cesse a sua produção de GnRH e este estimula a própria hipófise na produção de hormônios FSH e LH.
Já com alta dos hormônios FSH e LH hà a estimulação de firna begatuva di hupotálamo para que pare de preduzir GnRH , diminuindo-se assim a produção de FSH e LH . Ou seja, tanto um quanto o outro pode agir para que ocorra o aumento ou diminuição da sua produção hormonal. 
Como vemos o desequilíbrio destes hormônios pode fazer com que ocorra um excesso de estímulo no ovário , levando a posturas mais freqüentes e irregulares. Várias mudanças podem favorecer o aparecimento do problema, podemos citar:
Alteração hormonais por excesso de estímulo sexual das fêmeas como : a presença de machos fogosos cantando do sons de outras fêmeas pedindo gala ; fêmeas com filhotes; entre outras;
Alimentação muito rica em cálcio vitaminas e proteínas , favorecendo a produção de hormônios; 
Excesso de estimulação luminosa
Administração de hormônios exógenos (proprietário ofereceu ou efetua tratamento com o fornecimento de hormônios).
Outras causas e causas indefinidas.
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Outros problemas que decorrem da postura crônica das aves são resultantes do próprio desgaste que a ave sofre com as posturas sequenciais , pois perdem cálcio, vitaminas, proteínas, gorduras, açucares e minerais diversos. Podem assim desenvolver quadros de desnutrição, desgaste orgânico geral , ovos virados e ovos sem casca , entre outras situações decorrentes do excesso de oviposição (posturas).
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O diagnóstico da postura crônica das aves é feito exclusivamente pelo próprio quadro de posturas sequenciais .O tratamento se baseia em desestimular a fêmea a efetuar posturas sequenciais.
Podemos : " enfraquecer" a alimentação : diminuir a fonte de cálcio ; diminuir o período de liz por dia; mudar a ave de ambiente, retirando-a assim de perto dos machos; fêmeas com filhotes e fêmeas pedindo gala; não automedicar as aves; entre outras medidas. A prevenção é incerta, pois nunca podemos prever que a ave vá desenvolver a doença . Por esse simples fato só podemos acompanhar a ave e se ocorrer posturas sequências podemos afirmar que estamos diante de um quadro de postura crônica.

Em caso de dúvidas procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário de sua confiaça.
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Agradecimentos.:
» Revista Passarinheiros & Cia
» Dr Luiz Alberto Shimaoka - Clinica veterinária Shimaoka
» Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres - CRMV 6003

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