Criar é um prazer, preservar é uma obrigação!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Doença do Pacheco

Herpesvírus
Saiba o que é a Doença do Pacheco e fique por dentro dos males que ela pode ocasionar à sua ave.
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É uma doença que afeta todas as espécies de psitacídeos (nativos ou importados), independente da idade e sexo. Sua característica principal é a morte súbita de aves que até o momento da morte demonstravam estar perfeito estado de saúde.
O agente causador da doença é um herpesvírus, que leva a uma alteração do fígado e baço de forma a necrosar os mesmo e invariavelmente a morte vem de forma muito rápida. O vírus persiste na natureza e nos plantéis em aves doentes ou portadoras (aves que possuem o vírus dentro de si, mas não apresentam sintomas da doença) de forma tal que periodicamente exista a reativação da doença incubada e assim estas eliminam os vírus de modo a espalhar e contaminar novas aves.
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A transmissão se dá através da contaminação do ambiente com fazes e secreções faringianas, decorrentes de espirros , vômitos ou outras excreções. No ambiente podem contaminar o recinto, alimentos , água e acessórios , de modo que ocorra exposição das aves ao agente, facilitando assim a sia disseminação para novas vítimas. Existem outros meio de transmissão como os acessórios, insetos , sujidades, carros, correntes de vento e até mesmo as nossas próprias mãos. O vírus parece ser instável no meio ambiente , mas há muitos casos onde esse tempo parece não ser real, pois do contato à sintomatologia pode ter passado um período muito longo. 
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A incubação que nada mais é do que o tempo necessário para que o vírus entre no corpo até que a ave comece a demonstrar sintomas da doença , é em torno de 3 a 7 dias. Muitas aves que chamamos de assintomáticas, ou seja, possuem o vírus dentro de si, mas não demonstram a doença, provavelmente são as grandes responsáveis pela manutenção do mal na natureza e em nossos plantéis.
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Como sinais clínicos, podemos ter:
• Sinais inespecíficos ( que podem aparecer em qualquer doença ), como a falta de apetite, vômitos, diarreias, urina esverdeada, secreção nas narina, sinais nervosos apatia, entre outros sinais. Normalmente essas aves evoluem para a morte , mas algumas podem se recuperar.
• O sinal mais caraterístico ( e de maior relato) é a morte de aves clinicamente sadias e que vêm a morrer de modo rápido e sem demonstrarem nenhum sintomatologia anterior. Ou seja, pareciam estar em perfeito estado de saúde até mesmo antes da sua morte.
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O diagnóstico pode ser feito com o achado do vírus nas fazes ou em secreções da boca após a morte por achados de necropsia podem indicar a morte por herpesvírus. O tratamento é complicado, pois não existe medicamento eficaz contra o agente viral, podemos tentar manter o quadro clínico estável, oferecendo medicação de suporte para que a ave possa demonstrar sinais de combate e melhora da doença. A prevenção é a maior aliada no controle da disseminação da doença.
Devemos tentar separar indivíduos susceptíveis daqueles suspeitos de portarem o vírus. Cuidados com a higiene do criatório, acessórios, gaiolas, paredes e funcionários são determinantes na disseminação da doença em nossos criadouros. O herpesvírus normalmente é sensível ao ressecamento e à maioria dos desinfetantes.
O estresse das aves pode facilitar a disseminação da doença por fragilizar o sistema imunológico das aves sadias e favorecer uma maior eliminação de vírus pelas aves afetadas por ficarem mais sentidas e fracas. Assim sendo, qualquer fatos que facilite a queda de resistência das aves favorece muito maior eliminação e disseminação da doença das aves presentes em nossos plantéis e em outros.


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