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sábado, 9 de agosto de 2014

A Respiração está em dia?

Fique por dentro das doenças que podem afetar o sistema respiratório inferior da suas aves.Podemos considerar o sistema respiratório inferior como o conjuntos dos seguintes segmentos: Brônquios, pulmão ,sacos aéreos (são estruturas que podem ser consideradas extensões dos pulmões das aves) e os ossos pneumáticos (são os ossos ocos que podem abrigar os sacos aéreos das aves).
As doenças do trato respiratório inferior compreendem todas as patologias (doenças) que podem afetar ou danificar as referidas estruturas. As doenças do sistema respiratório inferior podem ser ocasionadas por diversos fatores e predisposições ou facilitações. As estruturas deste conjunto podem sofrer ação direta de vários meios de agressão, como as ações:
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• Mecânicas
As causas são bastante amplas, onde podemos citar as aspirações de materiais estranhos: 
Aspiração de alimento no caso de filhotes novo que recebem alimentação no bico ou mesmo aves adultas debilitadas aonde é necessário o auxílio com alimentação ou mesmo medicação forçadas; aves com problemas respiratórios altos (bico,narinas,seio nasais,frontais e traqueia), com secreções, catarros placas de sujidades e até mesmo sangue, aonde estes ao serem aspirados penetram pela traqueia e vão se alojar na porção baixa (pulmões, brônquios e sacos aéreos), ocasionando alteração nos mesmos.
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• Ambiental 
Podem ser ocasionados por causa irritantes, como a ação de gases, poeira (industrial, fezes,...), fuligem, odor de tintas toxicas, produtos de limpeza, entre outras causas. Estes fatores levam a uma ação direta sobre o aparelho respiratório ocasionando irritação local, com conseqüente inflamação. Ocorre assim um aumento da produção de secreções por parte do aparelho respiratório (como forma de defesa), com acúmulo de muco e migração de células de defesa para o local. Com o tempo, se a irritação persistir, poderá ocorrer a cronificação do processo levando ao engrossamento e fibrosamento das lesões. A irritação constante pode levas as feridas severas e inflamação dos sacos aéreos (aerosaculite). A inalação de gases, como o liberado por teflon queimado, pode ocasionar processos graves e hemorragias pulmonares.
No processos alérgicos podemos ter irritação severas com grave edema (inchaço) e espessamento da parede dos pulmões. Muitos agentes infecciosos também podem adentar no organismo da ave por via respiratória . Há doenças severas que ocasionam grandes lesões e podem levar à morte das aves. Podemos ter bactérias, fungos e vírus que pela agressividade natural das mesmas ou mesmo associadas, muitas vezes com estresse e queda de resistência por fatores diversos, provocam o desenvolvimento de doenças gravíssimas em nossas aves.
As causas parasitárias com a ação de ácaros traqueias e vermes também devem ser lembradas, pois podem acometer os pulmões e sacos aéreos. Podem levar a quadros de tosse, espirros, dificuldades respiratórias e até mesmo à morte das aves. Podemos ter ainda problemas com tumores ou cânceres nos pulmões e dependendo da sua extensão podem levar à sintomatologia muito severa. Normalmente esse tipo de problemas só pode ser observado, pois normalmente não permitem intervenção cirúrgica. Os sinais clínicos de doenças respiratórias podem ser bem visíveis e característicos, mas em qualquer de suas fases, muitas vezes, podem ser confundidos com outras doenças. A confusão se dá por apresentarem apatia, prostração, "encorujamento" (ficar com as penas arrepiadas), sem apetite, fezes com pouco conteúdo sólido (parece que só urinam , pois não come direito, não produzindo fezes), entre outros sinais muitos comuns em outras doenças . Há dificuldade respiratória de discreta a muito evidente, com postura esticada como se estivesse buscando ar e movimentação da cauda para cima e para baixo (batedeira). Os espirros e a tosse podem estar presentes, como sons anormais audíveis, mesmo sem pegarmos a ave na mão. 
Podemos ter alterações externas como secreções nas narinas e mesmo secreção pelo bico como se tivesse engasgando e "vomitando ". Quando em gaiolões ou viveiros elas se tornam inativas e muito intolerantes a exercícios, sendo que muitas vezes podem até mesmo caírem no fundo, por não terem formas o suficiente para voarem de um poleiro para outro. Todos estes sintomas ou sinais são de grande importância na correta detecção do problema respiratório.
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• O diagnóstico é determinado após:
Retirada da história clínica da doença, para termos ideia se a ave teve contato com outras aves doentes, o tempo de proliferação da doença, sinais iniciais, alimentação, ambiente, evolução no quadro, entre outras informações importantes para o direcionamento dos exames.
Exame clínico da ave, com as devidas inspeções, auscultação, palpação e outros exames que forem necessário, como, ultrassom, raio-X, exames laboratoriais, histopatologia, entre outros. O tratamento vai depender da doença detectada, sendo específico para cada problema. O prognóstico ou chance da ave recuperar dependerá do estado geral em que a ave se encontra, gravidade da doença, resistência individual, eficiência da medicação perante o agente agressor, ou seja, a sensibilidade ao agente frente o medicamento de escolha, alimentação oferecida, tempo que ave encontra-se doente e principalmente da agressividade do agente causador perante as condições que a ave se encontra.
Como vimos os casos de doenças pulmonares podem ser confundidos com muitas outras patologias parecida, mas que não tem nada em comum com problemas respiratórios. Os agente que podem provocar alterações respiratórias são muito variados o que não nos permite seguir uma única linha de conduta de tratamento, pois cada caso é um caso e a gravidade de cada um é diferente proporcional ao perfeito diagnóstico, tratamento efetuado e resistência individual.
Se uma destas bases ficar abalada facilitará o não sucesso da terapia efetuada, pois não é de dia para outro que a ave vai se recuperar. Se rapidamente a ave decair, parar de se alimentar, não aceitar mais a medicação ou receber de forma inadequada (insuficiente ou excesso), passar frio , não obtiver alimento de fácil apreensão, auto-medicar, entre outros, logicamente terá um fim não muito esperado.
O perfeito equilíbrio na arte de criar e medicar aves se dá com a prática do dia-a-dia, percebendo as suas necessidades e os nossos excessos.

Lembre-se.: O ato de auto de medicar pode agravar a doença, pode não fazer efeito e camuflar a verdadeira doença, dificultado o seu diagnóstico. Não esqueça de informar ao veterinário a(s) medicações que administrou antes de encaminhar a ave aos seus cuidados.

Boa sorte a todos.
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Agradecimentos.:
» Revista Passarinheiros & Cia
» Dr Luiz Alberto Shimaoka - Clinica veterinária Shimaoka
» Veterinário atuante em Aves Exóticas e Silvestres - CRMV 6003

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