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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Doença do BICO e da PENA dos Psitacídeos

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- A Doença do Bico e das penas dos psitacídeos afeta vários psitacídeos (pássaros de bico “redondo”), sendo de característica  contagiosa (passa de uma ave para outra) e a sua evolução pode acarretar a morte das aves acometidas. Tem como lesões, a má formação das penas e perdas das mesmas, com formação de áreas sem penas e até mesmo levando a deformação de bico e unhas.
- O agente causador da doença é um vírus da família dos Circovírus.
Este vírus tem atração por células em divisão, sendo assim, afeta com mais facilidade as penas em crescimento, levando a uma alteração na circulação sanguínea local, provocando assim uma falha de suprimento de sangue e consequentemente de nutrientes, fazendo com que a pena se desprenda e caia. Deste modo, quanto mais nova a ave no momento de contaminação, maiores serão os danos e sinais clínicos. A evolução das lesões se dá com a evolução do vírus a nível  de pele e plumas, levando a formação de plumagem de aspecto sujo. O vírus também age diminuindo a formação de queratina dos bicos e unhas, levando a deformação dos mesmos, favorecendo a sua contaminação e infecção por agentes bacterianos, fúngicos e virais secundários. Muitas vezes afetam a medula das aves acometidas, levando a uma diminuição da eficiência do sistema imunológico da ave, assim qualquer doença consegue se instalar e facilmente pode ocorrer a morte da mesma.
- A transmissão se dá por contato do vírus com as aves sensíveis. A entrada do vírus para o interior da ave sadia se dá quando esta o inala ou o ingere. As fezes, secreções do papo e poeira das penas apresentam grande quantidade de vírus contaminante.  A contaminação de água, alimentos e ambiente favorecem a disseminação do vírus e perpetuação da doença em nosso meio. O vírus é altamente resistente ao meio ambiente e acredita-se que resista a vários desinfetantes. Muita vezes, podemos nos deparar com aves sem sinais clínicos, mas portadora do vírus e por não conseguirmos determinar a sua doença de modo visual, pois estará em perfeito estado de pena, podemos levá-la a nossa criação e assim contaminamos todas as nossas aves. Pelo fato do vírus ser resistente ao meio ambiente podemos transportar as partículas virais em nossas mãos, roupas e mesmo com utensílios de trabalho. Moscas e outros insetos também podem favorecer o transporte e disseminação da doença dentro e para fora de nossos plantéis.
- Como sinais clínicos, podemos ter morte precoce de filhotes ainda sem penas, que podem apresentar diarréia, sinais pneumônicos, estase de alimento no papo, perda de peso e morte rápida.  Aves que tiveram  o crescimento das penas, mas que ainda não adquiriram a independência dos pais, podem apresentar fraturas, necrose, hemorragia e queda das penas, diarréias severas, falta de apetite, estase do papo, enfraquecimento, desidratação, perda de massa muscular, ... e a sua evolução acarreta em morte, após alguns dias ou mesmo semanas após o seu início.  Em aves adultas podemos ter além das lesões de penas a deformação de bico e unhas, queda de resistência e desenvolvimento de doenças secundárias ou mesmo por debilidade crônica e assim levando a morte das mesmas. Mesmo nas aves adultas há perda gradativa das penas, com fraturas das penas das  mesmas; lesões e má formação das penas; hemorragias, necrose e falha de disposição das penas; apteria em cabeça (ave careca); presença de poeira nas penas (“caspas”); podem perder totalmente as penas, ficando carecas e assim permanecer até a morte; podem ocorrer lesões em bico, com formação de ulcerações, lesões, fraturas e com freqüência infecções por fungos e bactérias.
- O diagnóstico é feito através do exame clínico, história clínica e exames laboratoriais.
Até hoje o tratamento não existe, podemos apenas fornecer uma terapia de suporte, para que controlemos as infecções secundárias.
- O melhor meio de controle desta doença é a prevenção. A melhor conduta é fazermos o teste laboratorial de todas as aves que entrarão em nosso plantel, deste modo separamos as aves doentes das aves não contaminadas. Devemos nos lembrar das poeiras das penas das aves contaminadas, evitando assim o contato desta, com aves sadias  e filhotes.
- A problemática que gira ao redor desta doença é justamente a ausência de um tratamento específico e eficaz. Boa sorte a todos e em caso de dúvida procure sempre o auxílio de um Médico Veterinário de sua confiança.
Agradecimentos.:

2 comentários

Unknown disse...

Excelente, Parabéns, aprendi muito.

jose martins oliveira disse...

muito bom este esclarecimento, ajuda muito estou com 1 red rumped aqui com este problema separei da femea estou lavando fundo da gaiola com cloro e vinagre passando nos poleiros, mas há algum antibiotico que possa resolver?

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